quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Dói Saudade



Prospera em mim a saudade
Dor que rumina no estreito
Aguça minhas verdades
Chegou, ficou, não tem jeito
Coração sofre calado
Batendo descompassado
Torturado por despeito

No peito mora a tristura
De um laço que foi desfeito
De um elo que foi quebrado
Por um amor que foi eleito
Que partiu e deixou saudade
Sofreguidão e frialdade
E um coração insatisfeito

Surdo que bate no peito
Regendo triste melodia
Acordes sempre imperfeitos
Ausentes de maestria
Só o amargor da saudade
Resistindo sem vontade
Os ossos da nostalgia

Monotonia e aspereza
Dias de total desânimo
Agonia em profundeza
Melancolia, dor e pranto
Solidão vem como efeito
Esmolo qualquer direito
Para que eu não pene tanto

Beto Acioli

2 comentários:

betoacioli disse...

Permita-me fazer uma pequena correção: Este poema é dividido em quatro estrofes de sete versos.

Ely disse...

Correção feita.
É lindo este poema!
Expressa profundamente o que realmente a saudade nos faz sentir.